quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Entrevista para a magnética magazine



Adorava ver os livros infantis, mas apenas pelas suas ilustrações. Desde criança que são os "desenhos" que a cativam, e foi o principal motivo para Inês Almeida ter começado a criar as suas próprias ilustrações.

Como entraste em contacto com a ilustração? É uma paixão que existe há muito tempo, ou o interesse é recente?
A paixão existe desde a infância. Sempre gostei mais das imagens do que propriamente da narrativa escrita. Lembro-me sempre do livro do Principezinho, em que pela primeira vez tive também gosto pela leitura. Após chorar durante horas porque só gostava de ver os desenhos, a minha mãe obrigou-me a lê-lo. Adorei. O hábito da leitura acompanha-me diariamente.
No que te inspiras para os teus trabalhos? Como te caracterizas enquanto ilustrador?
O meu trabalho é inspirado no contacto que tenho com os meus alunos, nomeadamente no ensino de desenho, e também na minha sobrinha que me transporta à minha própria infância. Ainda hoje adoro brincar e isso é um elemento presente no meu percurso.
Como ilustradora tenho gosto pela experimentação de várias técnicas como gravura, digital, e colagens.
Cada vez mais a ilustração é uma área a expandir-se. Como vês o papel da ilustração nos dias de hoje?
A ilustração tem a característica de criar uma ponte entre o espectador/leitor e a imaginação do ilustrador. Ajuda a quebrar o preconceito que a arte é apenas ser entendido por eruditos, também pelo suporte (ex. livro) ser mais acessível que uma galeria. A ilustração hoje ganha uma força de tal ordem que já se apresenta como uma manifestação autónoma, como escultura ou pintura, mas que ainda tem tanto por desvendar pela sua "juventude". 
Tens algum artista/ilustrador com quem gostasses de trabalhar?
Claro! Oliver Jeffers. Mas no panorama português gostaria de colaborar com a Mariana a Miserável. 
Que conselhos dás a alguém que se queira iniciar nesta área da ilustração?
Aconselho vivamente o uso de um diário gráfico onde se possa apontar todas as ideias, rabiscos e sensações logo que aparecem. Nunca cessar a curiosidade, essa parece-me ser a maior dica não só para a ilustração, mas para o dia-a-dia no geral. 

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