quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

1. Quais os valores em relação ao ensino da Arte você recebeu em sua formação? Qual a sua opinião a respeito da sua formação em artes?

Em relação à minha formação pessoal e artística foi notório o interesse dos meus familiares pela arte, através de idas a museus, galerias, peças de teatro e bailados, cinema, entre outras. Na minha formação retive valores de respeito, responsabilidade, autonomia e solidariedade, o que se espelhou em programas de voluntariados fora e dentro do meu país. É de salientar que ao nível dos professores das disciplinas das artes, relembro o contexto da cidade de Évora, a minha cidade natal, onde realizávamos exposições e projectos de benevolência. No entanto deparei-me aqui com um professor que não me estimulava. Este referia que a minha formação deveria ser na ordem as ciências, tal como os meus pais e dizia: “Nunca vais entrar nas Belas Artes e se for o caso é devido às notas nas disciplinas teóricas”. Estas palavras assombraram-me durante anos, no entanto entrei nas Belas Artes e o panorama mudou. Aqui tive especial atenção ao desenho, e todos os professores me marcaram pela positiva. As aprendizagens foram em diversos níveis, pessoais e artísticas. E, o desenho deixou de ser um “dificuldade”, passou a ser a minha disciplina de preferência, tendo realizado todos os níveis deste. Foi através de incentivos dos professores desta instituição que hoje ao deparar-me com alunos que dizem: “Não sei desenhar” tento vários caminhos motivadores e despoletadores das diferentes práticas do ensino do desenho. Hoje reflicto constantemente no meu percurso, talvez por me encontrar a leccionar e sentir-me próxima dos alunos e das problemáticas que a área artística pode gerar. A minha formação em artes não é estanque, penso que é algo em constante construção. E, é neste sentido que gostaria de demonstrar aos alunos que também as práticas artísticas exigem esforço, empenho e dedicação.

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