domingo, 27 de fevereiro de 2011

Repensar a educação

Segundo Ken Robinson vivemos uma crise na educação e necessitamos de mudar a forma como educamos as nossas crianças. Se anteriormente as crianças iam à escola com o propósito de terem trabalho no futuro, hoje nada as garante de tal. E, assim desconhecem o valor da escola, desacreditam num futuro promissor facultado por um diploma de estudos.
Estas crianças nasceram na era tecnológica, são bombardeadas pela televisão, telemóveis e internet o que não facilita sentirem-se estimuladas pela escola. Os professores usam power points, internet e afins tecnológicos considerando que acompanham os seus alunos, mas estes sim possuem competências extraordinárias neste campo que os professores não entendem. Logo não será de esperar que a escola seja para os alunos deste tempo, uma “seca”?
Ao pensarmos na escola surge-nos uma ideia ultrapassada de um espaço fabril especializado em disciplinas e que divide as crianças por idades. São espaços que reflectem a cultura manufactora até no simples toque da campainha. Deveríamos repensar os espaços escolares…
Devido ao facto dos alunos estarem agitados e não louvarem a escola, cunhamos estes por variadíssimas patologias, tais como: hiperactivos. Estes acabam sendo medicados, tentando assim que prestem atenção nas aulas. Não deveríamos adormecer as crianças dos nossos dias, mas sim entusiasmar a que desertassem o potencial de cada uma. Talvez se tentássemos conhecer estes jovens e conseguíssemos perceber o que os cativa e as respectivas aptidões, pudéssemos torná-los mais autênticos.
Muitas escolas diminuem a carga horária das disciplinas artísticas, não existindo espaço para a criatividade. Até mesmo os professores vêm-se obrigados a cumprir programas do Ministério e a declararem de propostas inovadoras nas suas práticas. Não creio que exista mesmo, espaço para as crianças poderem brincar. Se um aluno tem um comportamento desajustado tiram-lhe os intervalos e as tardes livres. Desta forma não há como colocar nos nossos alunos palavras dignas de educação, escola e ensino.
Devíamos personalizar a educação e não padronizá-la.

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